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Mesa-redonda debate sobre ética e jornalismo na UFU

Por: Duda Yamaguchi


Foto: Camila Floro


No dia 25 de abril, aconteceu, no campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a mesa-redonda “Precisamos falar sobre: A ética na prática do Jornalismo”, organizada pelo PET Educomunicação e o Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos). O evento promoveu uma discussão sobre o código da ética jornalístico pelos professores Alcino Eduardo Bonella, do Instituto de Filosofia da UFU, Ana Spannemberg e Fernanda Torquato, ambas do Jornalismo da UFU.


Para Roberto Vicente, estudante de Jornalismo, o debate sobre as situações e dilemas que envolvem a ética na prática jornalística é essencial para a atualidade. “A gente viveu, e ainda vive, uma ascensão das Fake News. Então, a ética resguarda o jornalista e o comunicólogo para que a gente possa se apoiar e tenha limites”, conta. Vicente ainda explica a importância de diferentes pontos de vista acerca do tema, já que a mesa foi composta por professores de áreas diversas. Enquanto Bonella apresentava uma parte mais conceitual a respeito da ética, as professoras do Jornalismo dedicaram-se a abordar a relevância de se trabalhar eticamente nas múltiplas áreas de atuação, como o jornal impresso e a fotografia. “A palestra abriu novos horizontes ao trazer visões parecidas sobre ética, mas aplicadas na prática de forma diferente. Isso é muito importante para o e futuro profissional”, enfatiza.




A ética jornalística deve ser um exercício diário, segundo Ana Spannemberg. Foto: Camila Floro


Spannemberg, uma das participantes da mesa-redonda, também abordou a necessidade de se falar sobre ética durante a graduação, mas lamenta a inexistência de uma disciplina específica para o assunto. “Esse tema demanda diálogo e, como fica diluído, nem toda disciplina tem tempo para discutí-lo, mesmo sendo mencionado nas ementas espalhadas pelo curso”, explica.


Em relação aos princípios éticos aplicados na prática, a professora acredita que esse debate é essencial para a atuação de jornalistas menos mecanizados e mais humanos. “É necessário adotar uma postura ética para podermos pensar no que é melhor para o maior número de pessoas, algo muito importante”, esclarece. A jornalista ainda explica que a ética deve ser vista como um exercício diário, pois pauta toda a atuação do profissional. “Esse assunto norteia todas as etapas de produção jornalística: pauta, relações com as fontes, tanto humanas quanto documentais. O que usamos e o que selecionamos

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