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Economia solidária inspira documentário educomunicativo

Por: Loise Monteiro



Foto: Arquivo Cieps

No segundo semestre de 2018, um grupo de seis discentes do curso de jornalismo da UFU, com a orientação da professora Ivanise Andrade, decidiram retratar, através de um documentário, a temática da agricultura familiar, de forma educomunicativa.


O projeto faz parte da disciplina do sexto período Projeto Experimental (PEX) I. Nela, os alunos executam a parte teórica de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) prático, que será desenvolvido no próximo ano.


A ideia de abordar a temática surgiu com Marco Túlio Silva. Ele explica que já tinha vontade de produzir um audiovisual sobre as feiras orgânicas, influenciado por amigos que fazem engenharia ambiental e trabalham com esse viés.


O restante do grupo se envolveu por identificação com o assunto, como é o caso de Zilá Carvalho. “As questões da sustentabilidade, da economia popular, da agricultura familiar e da agroecologia me interessam bastante”, conta a estudante.


Por desejarem um produto audiovisual que tivesse a participação das pessoas envolvidas e a construção de uma contra-narrativa, ou seja, uma narrativa hegemônica, os alunos escolheram aliar a educomunicação. O contato que obtiveram com a obra “Extensão ou Comunicação”, de Paulo Freire, na disciplina de Comunicação e Educação, no primeiro período do curso, também foi um fator para a decisão, já que ela aborda a problemática dos técnicos agrônomos estenderem o conhecimento aos agricultores. “Trabalhando esse livro tínhamos visto que uma forma de colocar os sujeitos como protagonistas é dando voz a eles”, complementa Carvalho.



Os discentes afirmam que há uma mudança nos hábitos de consumo e que o documentário será uma forma de mostrar que mesmo na UFU existem feiras solidárias. (Foto: Leonardo Vassoler)

“A importância de desenvolver projetos dialógicos com a comunidade como este é a coerência. Como produzir algo contra hegemônico a partir do discurso sem ouvir os agricultores? Com a junção da educomunicação é possível deixar a linha de pensamento coerente com o produto”, conta o integrante do grupo Thiago Crepaldi. Ele também relata que a principal preocupação era abordar de uma maneira menos técnica essa forma menos capitalista e mercadológica de produzir, pautada na solidariedade, no trabalho em família e na coletividade. “Se conseguirmos deixar para as gerações futuras a consciência de aproveitar uma feira solidária, passar a consumir mais deles e fugir da lógica do mercado e do agronegócio já será um legado”, afirma Crepaldi.


Gustavo Medrado conclui afirmando que uma das ideias é que seja um produto educativo, até mesmo, para as crianças nas escolas, pois em Uberlândia uma parcela dos alimentos servidos na merenda escolar provém da agricultura familiar. “Queremos provocar a reflexão de onde vêm os alimentos que estamos consumindo”.


O grupo fará a apresentação para a banca avaliadora no dia 17 de dezembro, às 10h30, no Campus Santa Mônica da UFU, e será aberta ao público.

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