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Aula na praça: professora de Telejornalismo propõe prática aos alunos em meio à manifestação

Por: Loise Monteiro



Foto: Tuila Tachikawa

No último dia 15, aconteceram atos nacionais contra os cortes de verbas na educação e a reforma da Previdência. Em Uberlândia, a Praça Ismene Mendes recebeu centenas de manifestantes. Analisando o ato como uma boa oportunidade de práxis, a professora da disciplina de Telejornalismo, do curso de jornalismo da UFU, Vanessa Matos levou os alunos à praça para gravarem boletins – um tipo de gravação para a televisão.


Matos explica que não é possível fazer jornalismo apenas em laboratórios, no conforto da teoria. “O jornalismo se faz com as pessoas, com o olho no olho, com a coisa acontecendo, com a pessoa e não para a pessoa”, conta. Ela considera ainda que esta é uma das aulas mais importantes do ano, senão a mais, pois é o momento em que se sai da sala de aula, entra em contato com as pessoas, conversa com elas e ouve o que têm a dizer. “Efetivamente, deixar que elas se coloquem, para mim, é um dos pontos essenciais”, finaliza.



Vanessa Matos considera primordial uma relação próxima entre jornalista e fonte. Foto: Loise Monteiro

Um dos alunos que participaram da atividade, Heitor Pergon conta que, como foi aprendido na disciplina de Comunicação e Educação no primeiro período do curso, tem-se a ideia de que o ensino deve ser regrado. Para o estudante, é importante desconstruir e sair do ambiente universitário para que se tenham experiências e vivências. “Viemos aqui hoje, tivemos que abordar e entrevistar pessoas que não conhecíamos para aprender a lidar com o que está acontecendo em nossa volta sem perder a atenção”, conta o estudante. Ele ressalta ainda que no momento atual de mudanças e polêmicas políticas é importante ver em primeira mão o que realmente acontece, para que os relatos sejam muito mais verídicos e verossímeis.


Esta aula na praça é uma variante dos Círculos de Cultura desenvolvidos por Paulo Freire, o qual acreditava que o ensino não deveria ser limitado a salas de aula formais e que as experiências coletivas poderiam ser obtidas em diversos espaços.

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