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A aglomeração virtual na pandemia

Por Lucas Figueira e Sara Camelo


As lives, atualmente, configuram-se como importantes ferramentas educomunicativas. Foto: Eduarda Yamaguchi

Estamos vivendo novos tempos, em que nossas relações com o outro mudaram de forma inimaginável. Nos vemos por meio de telas, falamos e escutamos através de microfones/fones e a aproximação física nem sequer pode ser cogitada. A tecnologia, mais do que nunca, se faz necessária para que o contato não se perca nesse espaço infinito que nos separa. E, nesse sentido, as lives nas plataformas virtuais, já se consagraram como uma das principais formas de comunicação dos novos dias.


De acordo com uma pesquisa feita pelo Google, no mês de agosto, mais de 85 milhões de brasileiros assistiram lives durante a pandemia. Os assuntos são os mais diversos possíveis, e passeiam por áreas como música, política, economia e educação. Dentre essas está a série de lives promovida pela Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação, a ABPEducom. As lives, que são realizadas pela Diretoria Cultural da ABPEducom, se iniciaram em maio, e acontecem de quinze em quinze dias. O intuito é promover reflexões sobre a educomunicação na cultura midiática, relacionando temas atuais como representatividade, fake news e juventude.


Os encontros virtuais da ABPEducom são transmitidos pela plataforma do Jitsi e, segundo Mauricio Virgulino, um dos sócios-fundadores da Associação, a escolha da plataforma levou em conta a preocupação de fazer um encontro virtual mais dialógico e educomunicativo. De acordo com Maurício, as lives proporcionam, de forma fundamental, um diálogo entre os convidados e o público participante. “Cada convidado tem 10 minutos para se apresentar, depois abrimos o bate-papo com os próprios telespectadores, por meio por meio do chat, do vídeo e da voz”, diz. Para ele, é importante fomentar a participação ativa de todos como forma de obter uma troca entre os sujeitos, o que consequentemente gera o diálogo.


A Diretora Cultural da ABPEducom, Paola Diniz Prandini, fala sobre o cuidado em em se obter uma diversidade de raça, gênero e faixa etária dos convidados. “É importante termos representatividades que não se resumam ao clássico da estrutura de privilégios do Brasil”, diz. Ela ainda comenta sobre a possibilidades gerada pelas lives, de unir pessoas de diversos territórios brasileiros, fazendo com que os encontros virtuais se tornem um meio de troca de experiências advindas de um diálogo educomunicativo.


Outra plataforma que possibilita uma dessas aglomerações virtuais é o Instagram. Na UFU, o Centro Acadêmico do curso de Jornalismo, o Cacos, utiliza a plataforma como forma de aproximar o público e promover um diálogo sobre temas atuais por meio da tecnologia. Os convidados são profissionais da área que conversam sobre suas experiências e a relevância do Jornalismo no atual cenário do país. Para Beatriz Evaristo, diretora do Núcleo de Eventos do Cacos, a educomunicação é importante para estabelecer uma troca mais proveitosa. “Acho importante ter um conteúdo mais leve e que discuta sobre assuntos diversos. Isso faz com que todo o nosso público se interesse, e assim, esteja disposto a dialogar sobre os temas”, diz.


Para ficar por dentro de todas as lives da Abpeducom, e assistir a gravações já transmitidas, acesse o link: https://www.abpeducom.org.br/lives/ . As lives do Centro Acadêmico do Curso de Jornalismo, o Cacos, estão disponíveis em seu perfil no Instagram: @cacosufu.

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